Uso em Longo Prazo de Anticoagulantes Orais na Cardiologia

Os anticoagulantes orais são medicações amplamente utilizadas na cardiologia. Durante muito tempo, a varfarina foi a única opção disponível no mercado para esta terapia, tendo ainda hoje papel singular em determinadas situações. Porém, com o surgimento dos anticoagulantes orais de ação direta (DOACs), no século XXI, o tratamento anticoagulante vem apresentando grande avanço, dispondo de novas opções terapêuticas que ofertam mais segurança e efetividade à terapia. Diversos cenários da cardiologia requerem o seu uso e, recentemente, muitos estudos têm sido realizados a fim de esclarecer os riscos e benefícios de sua empregabilidade, a segurança e eficácia dos fármacos disponíveis em variadas situações clínicas, bem como a interação dessas drogas com outras medicações amplamente utilizadas na cardiologia. Dessa forma, os DOACs vêm cada vez mais ganhando espaço nos diversos cenários, apresentando maior segurança, menor perfil de interações medicamentosas e alimentares, maior comodidade posológica, acarretando maior adesão dos pacientes à terapia, além de melhor eficácia, se comparados à varfarina. É importante ressaltar que o uso dessa nova classe de droga está reservado a situações específicas, tendo em vista que não mostrou benefício em determinadas situações e, em outras situações, essas drogas precisam ser estudadas para terem seu uso validado na prática clínica. O objetivo dessa revisão é promover uma atualização, à luz dos principais e mais robustos ensaios clínicos publicados até o momento, sobre o uso dos anticoagulantes orais nos diversos cenários da cardiologia, abordando as suas principais indicações, contraindicações, assim como o tempo de uso dessa terapia e orientações posológicas em cada situação, com base nas melhores e mais atuais evidências sobre o tema.

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