Tirar o medicamento da embalagem pode comprometer o tratamento: entenda quando evitar

Retirar medicamentos de suas embalagens originais para armazená-los em potes, sacos plásticos ou porta-comprimidos é uma prática comum, mas que pode comprometer a eficácia e a segurança do tratamento. O uso racional de medicamentos envolve não apenas a prescrição e a administração corretas, mas também o armazenamento adequado.

As embalagens farmacêuticas desempenham um papel essencial na manutenção da estabilidade do medicamento. Elas são desenvolvidas para proteger o princípio ativo contra fatores ambientais que podem causar degradação, como luz, umidade, oxigênio e variações de temperatura.

Determinados princípios ativos são sensíveis ao contato com o ar, à exposição à luz ou a mudanças térmicas, podendo sofrer oxidação, reações fotoquímicas ou absorção de umidade. Esses processos reduzem a potência do medicamento, alteram suas propriedades físicas e podem comprometer sua eficácia terapêutica. Por esse motivo, frascos frequentemente contêm dessecantes, que não devem ser removidos.

Riscos de retirar o medicamento da embalagem original

Ao transferir comprimidos ou cápsulas para recipientes alternativos, o paciente pode estar exposto a diversos riscos, entre eles:

  • Degradação do princípio ativo, com redução da potência do medicamento;
  • Alteração do perfil de dissolução, especialmente em comprimidos revestidos;
  • Perda da eficácia terapêutica, favorecendo falhas no tratamento;
  • Aumento do risco de erros de medicação, devido à perda de identificação;
  • Possibilidade de contaminação, principalmente em ambientes úmidos.

Blísteres, frascos de vidro âmbar, potes com dessecantes, embalagens aluminizadas e tampas com sistemas de vedação são projetados para manter o medicamento estável ao longo do tempo. A data de validade indicada pelo fabricante só é garantida enquanto o produto permanece nessas condições.

Porta-comprimidos: quando podem ser utilizados?

O uso de porta-comprimidos pode ser uma estratégia válida para melhorar a organização e a adesão ao tratamento, desde que adotado com critério e orientação profissional.

Pode ser utilizado quando:

  • O medicamento apresenta estabilidade comprovada;
  • Há orientação de um farmacêutico ou profissional de saúde;
  • A organização é feita por curto período, preferencialmente por até 24 horas.

Não é recomendado quando:

  • O medicamento é uma cápsula mole, efervescente ou comprimido revestido, cuja eficácia depende do invólucro;
  • O fármaco é sensível à umidade ou à luz, e a embalagem atua como barreira protetora;
  • Não há orientação profissional, aumentando o risco de uso inadequado.

Em caso de dúvida sobre a possibilidade de transferir um medicamento para outro recipiente, a orientação de um farmacêutico é fundamental. Pequenos cuidados no armazenamento fazem grande diferença nos resultados do tratamento e fazem parte das boas práticas de uso racional de medicamentos, contribuindo diretamente para a segurança do paciente.

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