A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, no início de abril de 2026, a apreensão do autoinjetor de adrenalina Epipen, medicamento de origem estrangeira que vinha sendo ofertado irregularmente no Brasil.
Além da apreensão, a agência proibiu o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a propaganda e o transporte do produto em todo o território nacional.
De acordo com a Anvisa, a medida foi adotada após a identificação de anúncios de venda do autoinjetor por parte da rede de farmácias Pague Menos. Como o medicamento não possui registro sanitário no Brasil, sua comercialização é considerada irregular.
A agência reforça que medicamentos sem registro não passam por avaliação quanto à qualidade, segurança e eficácia, o que representa risco potencial à saúde da população. Nesses casos, não há garantias sobre a composição, procedência ou desempenho terapêutico do produto.
Além do Epipen, a fiscalização também resultou na proibição de outros produtos comercializados sem autorização sanitária.
Entre eles está o fitoterápico Extrato de Valeriana Foglie Di Tè, fabricado pela empresa Aldeia Produtos Naturais, que não possui licença sanitária. Para esse produto, foram determinadas medidas de apreensão e proibição de fabricação, armazenamento, distribuição, comercialização, propaganda, transporte e uso.
A Anvisa também incluiu na ação dois medicamentos importados e distribuídos pela Oncomed Distribuidora de Medicamentos e Importação: Lucielo 50 (Eltrombopag Olamina 50 mg) e Luciale 150 mg (Cloridrato de Alectinibe). Ambos deverão ser apreendidos por ausência de registro sanitário no país.
A agência reforça que a comercialização de medicamentos e produtos para a saúde no Brasil depende de autorização prévia, etapa essencial para garantir padrões adequados de qualidade, segurança e eficácia antes da disponibilização à população.


