A morte da miss Maiara Cristina de Lima Fiel, de 31 anos, após um infarto fulminante ocorrido no último domingo (19), no Paraná, trouxe à tona um alerta importante sobre a ocorrência de eventos cardíacos graves em pessoas jovens.
Embora o infarto agudo do miocárdio seja mais frequente em indivíduos acima dos 50 anos, especialistas destacam que o quadro também pode atingir adultos mais jovens, especialmente na presença de fatores de risco associados ou condições não diagnosticadas.
Maiara, conhecida na região de Londrina, foi encontrada desacordada em casa e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação. O caso gerou grande repercussão e levantou questionamentos sobre os mecanismos que levam ao infarto em pacientes aparentemente saudáveis.
O infarto ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo em uma artéria coronária, impedindo a oxigenação adequada do músculo cardíaco. Sem intervenção rápida, as lesões podem se tornar irreversíveis.
De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo até o atendimento é um fator determinante para o prognóstico. Quanto mais precoce for o socorro, maiores são as chances de sobrevivência e menores os riscos de sequelas.
Entre os principais fatores de risco para infarto, destacam-se tabagismo, dislipidemia, hipertensão arterial, obesidade, sedentarismo, histórico familiar de doença cardiovascular precoce, estresse crônico e uso de substâncias estimulantes.
Além disso, fatores genéticos e inflamatórios podem contribuir para o desenvolvimento precoce da doença, mesmo em indivíduos sem histórico clínico evidente.
Os sintomas nem sempre se manifestam de forma abrupta. Em muitos casos, surgem horas antes do evento e podem ser confundidos com condições menos graves. Entre os sinais mais comuns estão dor ou pressão no peito, desconforto irradiado para braço, costas ou mandíbula, falta de ar, sudorese fria, náuseas, tontura e sensação de desmaio.
Em mulheres, a apresentação pode ser atípica, incluindo fadiga intensa, desconforto abdominal e dor nas costas, o que pode atrasar o diagnóstico.
A prevenção está diretamente relacionada à adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, abandono do tabagismo, sono adequado e acompanhamento periódico de parâmetros como pressão arterial, colesterol e glicemia.
O caso reforça a necessidade de conscientização de que o infarto não é uma condição exclusiva da população idosa. O reconhecimento precoce dos sintomas e o controle dos fatores de risco são fundamentais para reduzir a mortalidade associada à doença.


