O câncer de testículo segue como uma condição relevante entre homens jovens, especialmente na faixa etária entre 15 e 50 anos. Caracterizado pelo crescimento desordenado de células nas gônadas masculinas, o quadro apresenta altas chances de cura quando diagnosticado precocemente.
Dados do Ministério da Saúde indicam que, na última década, pouco mais de 4 mil homens morreram em decorrência da doença. Além disso, entre 2016 e 2025, aproximadamente 17 mil pacientes foram submetidos à cirurgia para retirada do testículo afetado.
Segundo especialistas, a principal estratégia para aumentar as chances de diagnóstico precoce é o autoexame testicular. A prática, simples e rápida, deve ser incorporada à rotina masculina, preferencialmente uma vez ao mês.
De acordo com o urologista Marcelo Schneider Goulart, o momento mais adequado para realizar o exame é durante ou logo após o banho quente, quando a pele do saco escrotal está mais relaxada, facilitando a identificação de possíveis alterações.
O câncer de testículo apresenta um dos melhores prognósticos entre os tumores, com taxas de cura que variam entre 80% e 90%, dependendo do estágio da doença no momento do diagnóstico.
A recomendação médica é que o autoexame seja iniciado ainda na adolescência, especialmente após a puberdade, período em que o risco se torna mais relevante. Durante o exame, o homem deve estar atento a sinais como caroços endurecidos, aumento de volume, sensação de peso ou dor na região.
Especialistas ressaltam que nem toda alteração representa câncer, mas qualquer mudança deve ser investigada por um profissional de saúde.
Diferentemente de outras doenças, não existem medidas preventivas primárias eficazes para o câncer de testículo. Fatores de risco como criptorquidia, histórico familiar e alterações genéticas estão, em grande parte, fora do controle do paciente.
Diante desse cenário, o autoexame permanece como a principal ferramenta de detecção precoce. No entanto, barreiras como desinformação e constrangimento ainda dificultam a busca por avaliação médica.
Profissionais de saúde destacam a importância de campanhas educativas e do apoio social para incentivar o cuidado com a saúde masculina e reduzir o atraso no diagnóstico.

