Medicamento atua seletivamente nos receptores D1 e D5 e poderá ser utilizado com ou sem levodopa; aprovação americana não equivale a autorização brasileira
A agência reguladora dos Estados Unidos, a FDA, aprovou o tavapadon, comercializado como Juvmo, para o tratamento de adultos com doença de Parkinson. O anúncio foi feito pela AbbVie em 28 de setembro.
O medicamento é administrado por via oral, uma vez ao dia, e poderá ser utilizado com ou sem levodopa. Sua característica central é a atuação seletiva nos receptores dopaminérgicos D1 e D5.
| O avanço amplia as opções para controlar sintomas motores. Os resultados apresentados não demonstram cura nem interrupção da progressão da doença.
Uma abordagem diferente dentro do tratamento dopaminérgico
A levodopa permanece uma base importante do tratamento. Com a evolução do Parkinson, porém, alguns pacientes apresentam períodos de controle menos consistente dos sintomas.
O tavapadon oferece outra forma de estimular as vias dopaminérgicas. Sua seletividade o diferencia de agonistas que atuam principalmente nos receptores D2 e D3.
Essa diferença farmacológica precisa ser avaliada em conjunto com os resultados clínicos e a tolerabilidade. A escolha de um tratamento continua dependendo das características de cada paciente.
O que os estudos avaliaram?
O programa de fase 3 TEMPO estudou o medicamento tanto em pessoas com Parkinson inicial, sem levodopa, quanto como tratamento associado em pacientes com flutuações motoras.
Segundo a fabricante, os estudos identificaram melhora em medidas de funcionamento diário e controle motor. Nos participantes que já utilizavam levodopa, houve aumento do tempo de bom controle sem discinesias problemáticas.
Os dados também apontam eventos adversos que precisam ser considerados, incluindo náusea, tontura e, conforme o contexto de uso, discinesia, alucinações e hipotensão postural.
E no Brasil?
A reportagem informa que a disponibilização nos Estados Unidos estava prevista para outubro, sem previsão apresentada para chegada ao Brasil.
A notícia é relevante por acrescentar uma possibilidade terapêutica. Seu impacto cotidiano dependerá da seleção dos pacientes, do acompanhamento e do acesso ao medicamento nas condições autorizadas em cada país.
Fonte principal: CNN Brasil — EUA aprovam novo medicamento para o tratamento de Parkinson
Informações complementares: AbbVie — Aprovação e resultados do programa TEMPO


