Estudo da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que 83% dos casos de melanoma cutâneo registrados em 2022 foram atribuídos à exposição aos raios ultravioleta (UV). Os resultados foram publicados no International Journal of Cancer.
Apesar de o melanoma representar apenas 4% dos tumores cutâneos malignos, é o mais agressivo devido à alta capacidade de provocar metástases. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima quase nove mil novos casos da doença anualmente.
A pesquisa revelou que as maiores taxas de melanoma relacionado à radiação UV ocorrem na Austrália, Nova Zelândia, Europa Setentrional e América do Norte, onde mais de 95% dos casos são atribuídos à exposição solar. A tendência é de crescimento no número de diagnósticos: projeta-se mais de 510 mil novos casos e 96 mil mortes até 2040.
O cientista Oliver Langselius, principal autor do estudo, destacou que a maioria dos casos de melanoma é prevenível e enfatizou a importância de intensificar campanhas de conscientização e proteção contra a radiação UV, especialmente entre populações idosas e em regiões de alto risco.