Uma mulher morreu após sofrer uma perfuração intestinal durante uma colonoscopia realizada em São Paulo. Antes do procedimento, ela chegou a telefonar para uma tia e dizer que estava com medo do exame, segundo relato da família divulgado pelo G1.
A colonoscopia é um dos principais exames utilizados para investigação de doenças do intestino grosso e também desempenha papel fundamental no rastreamento e prevenção do câncer colorretal. Durante o procedimento, um aparelho flexível equipado com câmera é introduzido pelo reto, permitindo a visualização do cólon e a realização de intervenções, como biópsias e retirada de pólipos.
Embora seja considerada um procedimento seguro, a colonoscopia não é isenta de complicações. Uma das mais graves é justamente a perfuração intestinal, quando ocorre uma ruptura na parede do cólon. Trata-se de um evento incomum, mas potencialmente fatal.
O risco pode variar de acordo com características do paciente e do procedimento, aumentando em determinadas intervenções terapêuticas, como retirada de pólipos maiores. Quando ocorre uma perfuração, conteúdo intestinal pode alcançar a cavidade abdominal, provocando inflamação, peritonite, infecção sistêmica e, nos casos mais graves, sepse.
A conduta depende do tamanho e da localização da lesão, das condições clínicas do paciente e da rapidez do diagnóstico. Algumas perfurações pequenas podem ser tratadas por métodos endoscópicos e acompanhamento rigoroso, enquanto outras exigem cirurgia de emergência.
O caso ganhou repercussão também pelas declarações da família, que busca esclarecimentos sobre as circunstâncias do procedimento e do atendimento prestado posteriormente.
É importante destacar que a ocorrência de uma perfuração, isoladamente, não significa necessariamente erro médico. A perfuração intestinal é uma complicação reconhecida da colonoscopia e pode acontecer mesmo quando o exame é realizado adequadamente. A avaliação de eventual falha assistencial depende da análise das circunstâncias específicas do caso, incluindo identificação da complicação, conduta adotada e tempo até o tratamento.
O episódio, entretanto, reforça a importância da comunicação sobre riscos antes dos procedimentos e, principalmente, da identificação precoce de sinais de complicação após uma colonoscopia.


