O estado de São Paulo chegou a 23 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde. O avanço das notificações levou o governo paulista a reforçar a distribuição de vacinas em meio a relatos de falta do imunizante em alguns postos.
Dos 23 casos registrados, dois foram classificados como importados e os demais estão relacionados à importação, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada em parte deles. Entre os pacientes, 14 não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto, segundo a Secretaria.
São Paulo é atualmente o único estado brasileiro com casos confirmados da doença, configurando um surto ativo. A situação preocupa especialmente porque o sarampo está entre as doenças infecciosas de maior transmissibilidade.
O vírus é transmitido principalmente por gotículas e aerossóis eliminados quando uma pessoa infectada fala, tosse ou espirra. Os sintomas geralmente começam com febre, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar, seguidos pelo aparecimento das características manchas avermelhadas pelo corpo.
Embora muitas pessoas evoluam bem, o sarampo pode provocar complicações importantes, especialmente em crianças pequenas, gestantes, pessoas imunossuprimidas e indivíduos desnutridos. Pneumonia, otite, encefalite e outras complicações neurológicas estão entre as possíveis consequências.
Diante do aumento de casos, o governo paulista iniciou uma campanha de multivacinação com foco principalmente em sarampo e poliomielite. A Secretaria informou ainda o envio de 150 mil novas doses da tríplice viral para a capital paulista e 80 mil para São Bernardo do Campo, após relatos de desabastecimento.
A principal ferramenta para impedir novas cadeias de transmissão continua sendo a vacinação. A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e integra o calendário do Sistema Único de Saúde.
O aumento dos casos funciona como um alerta: em doenças altamente transmissíveis, quedas na cobertura vacinal podem rapidamente criar grupos de pessoas suscetíveis e permitir o retorno de enfermidades que estavam sob controle.


