MenQuadfi já era autorizada para faixas etárias maiores; mudança regulatória ainda não representa incorporação ao SUS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ampliou a indicação da vacina meningocócica conjugada ACWY MenQuadfi para bebês a partir de seis semanas de vida.
Antes da mudança, o uso do produto estava autorizado no Brasil a partir de um ano. A ampliação permite que o setor privado ofereça o imunizante a crianças menores, de acordo com a bula e o esquema aprovado.
A vacina protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis: A, C, W e Y. Esse agente pode causar meningite e doença meningocócica invasiva, condições que podem evoluir rapidamente para sepse, sequelas neurológicas, amputações e morte.
| A aprovação para uma nova faixa etária é uma decisão regulatória. Ela não significa que a vacina já esteja incorporada ao SUS nem que o calendário público tenha mudado imediatamente.
COMO FICA O SUS
O calendário do Programa Nacional de Imunizações utiliza vacina meningocócica C em bebês, com doses aos três e cinco meses, e vacina ACWY como reforço aos 12 meses. Adolescentes de 11 a 14 anos também recebem a ACWY.
Uma eventual alteração no calendário público depende de avaliação de evidências, cenário epidemiológico, custo-efetividade, disponibilidade de doses e decisão do Ministério da Saúde.
Portanto, famílias devem seguir o calendário vigente e buscar orientação nas unidades de saúde. A nova autorização não é motivo para atrasar doses já recomendadas.
O MENINGOCOCO B NÃO ESTÁ INCLUÍDO
A sigla ACWY identifica exatamente os sorogrupos cobertos. A MenQuadfi não protege contra o meningococo B, que possui vacina específica disponível no setor privado.
Essa diferença é importante porque a distribuição dos sorogrupos muda ao longo do tempo e pode variar conforme idade e região.
Mesmo com vacinação, sinais compatíveis com doença meningocócica exigem avaliação urgente. Febre, prostração, vômitos, rigidez de nuca, irritabilidade, alteração do nível de consciência e manchas arroxeadas podem aparecer.
Em bebês, manifestações iniciais podem ser inespecíficas, como recusa alimentar, gemência, sonolência e irritabilidade intensa.
SEGURANÇA E ESQUEMA
Segundo os dados apresentados na avaliação regulatória, milhares de bebês participaram dos estudos de segurança e imunogenicidade considerados para a ampliação.
O número de doses varia conforme a idade de início. Por isso, a aplicação deve seguir a bula atualizada e a orientação do serviço de vacinação.
A ampliação representa uma nova possibilidade de proteção no mercado privado. O impacto populacional, entretanto, dependerá do acesso, da adesão e de futuras decisões sobre políticas públicas.
Fonte principal: Veja


