Mobilização nacional foi encerrada em 1º de setembro, mas as vacinas do calendário continuam disponíveis nas unidades de saúde
A Campanha Nacional de Multivacinação terminou com mais de oito milhões de doses aplicadas em crianças e adolescentes com menos de 15 anos.
A mobilização foi encerrada em 1º de setembro e teve como objetivo atualizar as cadernetas e recuperar esquemas atrasados.
Durante o Dia D, realizado em 22 de agosto, mais de um milhão de doses foram administradas em todo o país.
| O número de oito milhões se refere às aplicações realizadas durante a campanha. Ele não representa toda a vacinação do Brasil nem significa que todas as crianças e adolescentes estejam com o calendário completo.
Mesmo após o fim da mobilização, as vacinas de rotina permanecem disponíveis nas unidades do SUS.
Caderneta precisa ser avaliada individualmente
A necessidade de vacinação depende da idade, das doses anteriores, dos intervalos previstos e de situações clínicas específicas.
Por isso, pais e responsáveis devem levar a caderneta à unidade de saúde. A equipe verificará quais imunizantes estão atrasados e quais podem ser administrados na mesma visita.
A aplicação simultânea de diferentes vacinas é possível em diversas situações e permite reduzir oportunidades perdidas. A decisão segue as orientações do Programa Nacional de Imunizações.
Em 2026, o Ministério da Saúde informou ter distribuído mais de 198 milhões de doses aos estados e municípios.
Pneumocócica 20 entrou na campanha
Pela primeira vez, a campanha incluiu a vacina pneumocócica 20-valente para crianças com menos de cinco anos, conforme as indicações definidas pelo calendário.
O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, associada a doenças como pneumonia, meningite, otite e infecções generalizadas.
A campanha também intensificou a vacinação contra o sarampo, especialmente em São Paulo. O Ministério distribuiu 13 milhões de doses da tríplice viral no país, sendo 6,8 milhões destinadas ao estado.
Cobertura precisa ser mantida durante o ano
Campanhas ajudam a ampliar a procura em períodos determinados, mas a proteção coletiva depende da vacinação contínua.
Quando as coberturas diminuem, doenças controladas podem voltar a circular. Crianças muito pequenas, pessoas imunossuprimidas e pacientes que não podem receber determinados imunizantes ficam especialmente expostos.
Além de procurar as unidades durante as campanhas, as famílias devem revisar periodicamente a caderneta e aproveitar consultas de rotina para verificar doses pendentes.
Febre leve, dor e vermelhidão no local da aplicação podem ocorrer após algumas vacinas. Reações intensas ou sintomas persistentes devem ser avaliados por um serviço de saúde.
Crédito e fonte principal: Ministério da Saúde.

