A influenciadora Isabel Veloso morreu no sábado, dia 10, aos 19 anos, após uma longa luta contra um linfoma de Hodgkin. Diagnosticada em 2021, ela enfrentava a doença há cerca de três anos e deixa um filho de 1 ano.
Isabel estava internada desde dezembro e foi entubada em uma unidade de terapia intensiva (UTI) após apresentar uma crise respiratória associada ao excesso de magnésio no sangue.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, conjunto de órgãos, tecidos e vasos responsáveis pela produção e circulação das células de defesa do organismo.
Uma característica marcante desse tipo de linfoma é a sua disseminação progressiva, que ocorre de um grupo de linfonodos para outro, por meio dos vasos linfáticos. A doença geralmente se inicia quando um linfócito, célula fundamental do sistema imunológico, sofre uma transformação maligna, passando a se multiplicar de forma descontrolada e a invadir tecidos próximos.
O linfoma de Hodgkin apresenta maior incidência em homens do que em mulheres e costuma se manifestar inicialmente nas regiões do pescoço e do tórax. Apesar da gravidade do diagnóstico, atualmente a maioria dos pacientes pode ser curada com os tratamentos disponíveis, especialmente quando a doença é identificada precocemente.
Fatores de risco para o linfoma de Hodgkin
Alguns fatores estão associados a um risco aumentado para o desenvolvimento da doença. Pessoas com o sistema imunológico comprometido, como portadores do vírus HIV ou pacientes que utilizam medicamentos imunossupressores, apresentam maior propensão ao linfoma de Hodgkin. Histórico familiar em parentes de primeiro grau também é considerado um fator de risco.
Além disso, profissionais expostos a determinadas substâncias químicas, como operários da indústria madeireira, agricultores e trabalhadores em contato frequente com agrotóxicos e solventes, podem apresentar risco aumentado, especialmente quando a exposição envolve agentes reconhecidamente cancerígenos.
Sintomas do linfoma de Hodgkin
Os sintomas variam conforme a região do corpo em que a doença se desenvolve. Quando os linfonodos superficiais do pescoço, axilas ou virilha são acometidos, surgem ínguas — aumentos de volume geralmente indolores nessas áreas.
Se o linfoma se instala no tórax, podem ocorrer tosse persistente, falta de ar e dor torácica. Já quando atinge a pelve ou o abdômen, os sintomas incluem desconforto abdominal e sensação de distensão.
Outros sinais de alerta incluem febre persistente, cansaço excessivo, suor noturno, perda de peso sem causa aparente e coceira generalizada. Diante da presença de um ou mais desses sintomas, é fundamental procurar avaliação médica para investigação diagnóstica. O diagnóstico definitivo é realizado por meio de biópsia da área afetada.
Tratamento do linfoma de Hodgkin
Na maioria dos casos, o linfoma de Hodgkin é considerado uma doença curável quando tratado adequadamente. O tratamento padrão consiste na poliquimioterapia, que utiliza a combinação de diferentes medicamentos quimioterápicos.
O número de ciclos de quimioterapia depende do estágio inicial da doença, levando em consideração se o tumor está localizado ou se já apresenta disseminação para outras regiões do organismo.

