Proposta alcança pessoas com mais de 50 anos e adultos imunossuprimidos, mas ainda depende da conclusão do processo legislativo
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou um projeto que prevê a oferta gratuita da vacina contra o herpes-zóster pelo Sistema Único de Saúde.
O Projeto de Lei nº 4.426/2025 contempla pessoas com mais de 50 anos e adultos a partir de 18 anos com imunossupressão ou condições clínicas que comprometam a resposta imunológica.
O esquema previsto utiliza duas doses, aplicadas com intervalo de dois a seis meses.
| A aprovação na comissão não significa que a vacina já esteja disponível no SUS. O projeto ainda precisa avançar no Congresso e ser sancionado para se tornar lei.
Se não houver pedido para votação no Plenário do Senado, o texto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.
O que é o herpes-zóster
O herpes-zóster é causado pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora.
Após a infecção inicial, o vírus permanece inativo no organismo e pode voltar a se manifestar anos depois, principalmente quando há redução da resposta imunológica.
A doença costuma provocar dor, ardência e lesões com pequenas bolhas em uma faixa de um lado do corpo. Algumas pessoas apresentam dor antes mesmo do aparecimento das lesões.
Embora possa ocorrer em diferentes idades, o risco aumenta com o envelhecimento. Pessoas imunossuprimidas também possuem maior possibilidade de desenvolver quadros extensos ou complicações.
Dor pode persistir após as lesões
Uma das complicações mais conhecidas é a neuralgia pós-herpética, caracterizada pela permanência da dor após a cicatrização da pele.
Essa dor pode durar meses ou anos e interferir no sono, no humor, na mobilidade e nas atividades cotidianas.
Quando a doença afeta a região dos olhos, há risco de comprometimento ocular. Em pessoas com baixa imunidade, o vírus também pode se disseminar e atingir diferentes órgãos.
A vacinação reduz o risco de desenvolver herpes-zóster e suas complicações, embora nenhuma vacina ofereça proteção absoluta.
Incorporação exige avaliação e planejamento
Mesmo com a eventual aprovação do projeto, a oferta no SUS dependerá de regulamentação, aquisição das doses e organização do calendário.
Também será necessário definir os critérios clínicos utilizados para identificar adultos imunossuprimidos, os locais de aplicação e a estratégia para completar o esquema de duas doses.
Até que uma política pública seja efetivamente implementada, a vacina permanece disponível principalmente na rede privada.
Pessoas que apresentam dor ou bolhas compatíveis com herpes-zóster devem procurar atendimento rapidamente. O tratamento antiviral tende a apresentar melhores resultados quando iniciado nas primeiras horas após o aparecimento das lesões.
Crédito e fonte principal: Rádio Senado.


