A confirmação de casos recentes de febre amarela no interior de São Paulo reforça a importância da vacinação como principal estratégia de prevenção. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, um homem de 38 anos morreu na cidade de Cunha, enquanto outros dois casos foram registrados na região do Vale do Paraíba.
Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica, nenhum dos pacientes possuía histórico de vacinação contra a doença.
A vacina contra febre amarela é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e é considerada a forma mais eficaz de prevenção. Desde 2017, o Brasil adota o esquema de dose única ao longo da vida, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde.
Administrado por via subcutânea, o imunizante deve ser aplicado preferencialmente com pelo menos 10 dias de antecedência em relação a viagens para áreas de risco, especialmente em pessoas que nunca foram vacinadas. A eficácia da vacina varia entre 95% e 99% em adultos e cerca de 90% em crianças.
Apesar da alta eficácia, existem contraindicações. A vacinação não é recomendada para crianças menores de 9 meses, mulheres que amamentam bebês com menos de 6 meses, pessoas com alergia grave ao ovo, indivíduos com infecção por HIV com baixa contagem de células CD4, pacientes em tratamento com quimioterapia ou radioterapia, portadores de doenças autoimunes e pessoas em uso de imunossupressores.
Diante do registro de novos casos, autoridades de saúde reforçam a necessidade de atualização da carteira vacinal e adoção de medidas preventivas, especialmente em regiões consideradas de risco para transmissão da doença.

