Ensaio de fase 3 comparou o medicamento com quimioterapia em pacientes com tumores de baixa expressão de HER2.
O estudo HORIZON-Breast06, publicado no JAMA, avaliou o trastuzumabe rezetecana em 551 mulheres com câncer de mama avançado de baixa expressão de HER2, também descrito como ERBB2-low.
Realizado em 73 hospitais da China, o ensaio distribuiu as participantes entre o medicamento e uma quimioterapia escolhida pelo médico, conforme as opções previstas no protocolo.
Na população total, a mediana de sobrevida livre de progressão foi de 16,4 meses com trastuzumabe rezetecana e 6,8 meses com quimioterapia.
O benefício veio acompanhado de maior toxicidade: eventos adversos relacionados ao tratamento de grau 3 ou superior ocorreram em 84,1% e 67,9%, respectivamente. A redução de neutrófilos foi o evento grave mais frequente.
O que esse resultado mede?
A sobrevida livre de progressão acompanha o tempo até o agravamento da doença ou a morte, conforme os critérios do estudo.
Ela não equivale ao tempo total de vida. Portanto, a diferença entre as medianas não pode ser apresentada como meses adicionais de sobrevida global nem como promessa individual.
Para quem os dados se aplicam?
O estudo selecionou mulheres com características específicas de tumor e histórico terapêutico. Seus resultados não podem ser estendidos automaticamente a todo câncer de mama.
A comparação também foi feita com as quimioterapias previstas no ensaio. Isso precisa ser considerado ao discutir o lugar do medicamento entre outras opções.
Benefício e segurança na mesma conversa
Os resultados sustentam o interesse em uma nova alternativa terapêutica. A avaliação de seu uso precisa considerar a capacidade de controlar a doença junto à frequência e à gravidade dos efeitos adversos.
O estudo, isoladamente, não informa disponibilidade ou autorização no Brasil.

